7 Coisas que você precisa saber antes de contratar um Plano de Previdência

1. Conhecendo os Tipos de Previdência Privada

Os principais fundos de previdência abertos são classificados em duas categorias:
• PGBL – Plano Gerador de Benefício Livre
• VGBL – Vida Gerador de Benefício Livre

Muitas pessoas acham que previdência privada é uma coisa só, mas existem dois tipos diferentes de planos: o PGBL (Plano Gerador de Benefícios Livres) e o VGBL (Vida Gerador de Benefícios Livres). A escolha entre um e outro é importante, pois ele irá definir sobre a forma como você vai pagar o imposto de renda.
É muito importante ressaltar que você não poderá mudar nem fazer portabilidade entre eles depois que contratar e começar a investir. Por isso, tenha a certeza de fazer a escolha certa para não se arrepender no futuro. Se você contratar um plano PGBL e não usufruir do benefício fiscal, irá pagar caro por isso.
Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) – é indicado para quem utiliza o modelo completo de declaração do Imposto de Renda, sendo recomendado para pessoas com renda mais alta. O valor pago ao plano pode ser abatido no Imposto de Renda (desde que esse valor represente até 12% de sua renda bruta anual).

Porém, quando o dinheiro é sacado, o imposto IR que será pago incide sobre o total dos recursos que estão investidos no fundo. Ou seja, você vai pagar importo de renda não apenas sobre as rentabilidades mas também sobre os valores de contribuição.

Por exemplo, se o valor total de recursos no fundo de previdência for de R$ 800 mil, o imposto será cobrado sobre todo o valor. Mesmo que desses R$ 800,00 apenas R$ 300,00 tenha sido rendimento. Assim, você será novamente tributado sobre o recurso que depositou.
Então qual a vantagem de contratar um plano PGBL?
Ele é muito utilizado para quem quer fazer uma dedução fiscal, que pode ser de até 12%. Isso significa que se a sua renda bruta tributável (salário e/ou benefícios, por exemplo) for de 10 mil reais, você pode deduzir da base de cálculo do IR até 1.200,00 reais para aplicar mensalmente em um plano PGBL. Assim, a sua base de cálculo do imposto passa a ser de 8.800,00 reais.

Desta forma, você deixar de pagar esse imposto agora e acaba pagando quando for sacar o recurso investido por isso, a incidência de IR nesse plano se da sobre todo o valor (aporte + rendimento).

Analisando a simulação acima, dos R$ 1.200,00 que foram deduzidos da base de cálculo do IR, 27,5% seriam de imposto a pagar, caso você contribua com a alíquota máxima de IR. Assim, é como se o governo estivesse abrindo mão de R$ 330,00 por ano (27,5% dos 1.200,00) para você investir em sua previdência. E em troca ele vai te cobrar imposto de renda sobre todo o montante no momento do resgate.
Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL) – é indicado para quem utiliza o formulário simplificado de declaração do Imposto de Renda e não quer fazer dedução fiscal. É recomendado para pessoas que têm renda menor.

A diferença do PGBL é que ele não pode ser abatido no Imposto de Renda. Porém, quando o dinheiro é sacado, o imposto IR é cobrado apenas sobre o rendimento dos investimentos e não sobre o montante total (capital aplicado + rendimentos).

Com isso, você é mesmo “penalizado” com pagamento de imposto de renda no momento do resgate. Na dúvida opte por um plano VGBL.
Analisando um exemplo semelhante ao apresentado acima. Se a quantia total de recurso no fundo for de R$ 800 mil, mas o rendimento que houve ao longo dos anos foi de R$ 300 mil, o imposto cobrado será apenas somente sobre esse valor do rendimento (R$ 300.000,00).

2. Regime de tributação da Previdência Privada

O valor a ser resgatado pode variar de acordo com alguns critérios, como:

  • valor inicial investido; valores esporádicos investidos; prazo do investimento; tipo de previdência (PGBL/VGBL) e rentabilidade
Os fundos de previdência permitem que o investidor escolha como quer pagar o IR devido: seja através da tributação regressiva ou progressiva.
A tributação regressiva é a mais comum e é indicada para quem pretende acumular recursos durante um longo período, deixando o recurso acima de 10 anos é possível pagar o mínimo de imposto.
Isso acontece porque quanto mais tempo você permanecer no plano, menor será a alíquota do IR na hora do resgate ou do início do recebimento da renda.

Regimes-de-Tributação-compensável-ou-definitivo
A alíquota inicial começa com 35%, para quem aplica por até dois anos, e pode chegar até 10%, para quem permanece no plano por mais de 10 anos.
Veja abaixo a tabela regressiva do Imposto de Renda para os planos de previdência privada.
“É importante ressaltar que a alíquota mínima do IR para os planos de previdência com tributação regressiva é de 10%. Ela é menor do que a alíquota de 15%, que é a mínima para quem opta pela tabela progressiva.
Já a tributação progressiva só é vantajosa para quem tem intenção de utilizar os recursos em um prazo curso, abaixo de 10 anos ou não tem certeza sobre tempo do seu planejamento financeiro.
 tabela compensavel base de calculo mensal dedução de imposto de renda
  Base de cálculo faturamento anual tabela progressiva de imposto de renda
Neste caso, a tributação acontece em duas etapas:
Na primeira, há um desconto de uma alíquota do IR de 15% na fonte, no momento do resgate ou recebimento da renda, independentemente do valor.

 Na segunda, a diferença entre o valor pago de imposto e o valor devido pode ser ajustada na declaração anual de IR. A regra é a mesma da Receita Federal sobre o salário: a alíquota pode variar entre 0% e 27,5% — quanto maior for a base de cálculo mensal do imposto, maior será a alíquota de IR cobrada.

 Exemplificando melhor: Se o cliente opta por receber uma renda mensal de R$ 10.000,00 ele está no limite de pagamento de 27,5% de IR, como já foi deduzido no momento do recebimento 15%, ele pagará a diferença 12,5% no momento do ajuste da sua declaração de IR anual.

O raciocínio é o mesmo caso ele opte por resgatar um valor. Se ele for resgatar qualquer valor já vai descontado 15%, ou seja, ele vai receber o valor com 15% a menos, e a diferença vai ser paga no ajuste do IR anual.

E o come-cotas?

Diferente de investir diretamente em um fundo de investimento tradicionais em bancos ou corretoras de valores, a Previdência Privada não tem comi-cotas.

O come-cotas é uma forma de tributação em que em vez de o Imposto de Renda ser cobrado apenas no momento do resgate, ele é descontado em forma de cotas de seis em seis meses, sempre no último dia útil de maio e novembro. Com isso, quando ocorre o desconto do imposto IR, a quantidade de “cotas” que você tiver naquele fundo vai diminuir.

Desta forma, nos planos de previdência privada, o Imposto de Renda é cobrado apenas no momento do resgate da aplicação ou, quando optar, no início do recebimento da renda.

3. Conheça o seu perfil de Investidor

Quando você resolve investir dinheiro em um produto financeiro, uma análise que deve fazer é saber quanto aquele produto irá render e se ele está de acordo com o seu perfil de investimento.

Algumas pessoas preferem investir em um produto mais seguro, outras estão dispostas a correr maiores riscos. O que se deve ter em mente é que em regra geral, quanto maior a rentabilidade, maior tente a ser o risco ao qual o seu dinheiro está exposto. Por isso analise qual o seu objetivo em cada investimento.

Basicamente são 3 Perfis de Investidores:

  • Conservador
  • Moderado
  • Agressivo

Perfil Conservador é aquele que busca investimentos mais seguros, com menor rentabilidade e menor risco. Geralmente preferem títulos do governo e investem em renda fixa, com taxas pré-fixadas, para poder ter uma melhor previsão de seu investimento.

O Perfil Moderado busca investimentos um pouco mais arriscados. Mesmo querendo garantir mais previsibilidade em seu investimento, ele permite que parte desse investimento esteja em ativos de maior risco e maior volatilidade, buscando uma rentabilidade superior a rentabilidade do perfil de investidor moderado, geralmente tentando superar um pouco a SELIC. Esse investidor diversifica um pouco seu investimento em renda fixa, incluindo parte em fundos multimercados ou ações.

O Perfil Agressivo busca investimentos que proporcionem a maior rentabilidade possível, mesmo sabendo do risco que possui. O retorno esperado é mais alto do que a rentabilidade dos investimentos mais moderados, mas a imprevisibilidade do retorno é maior, gerando um risco alto para quem tem esse perfil mais agressivo. O investidor com perfil agressivo precisa entender que existe uma alta volatilidade no curto e no médio prazo, sendo necessário olhar para o longo prazo.

Agora que já Identificou Seu Perfil de Investidor, escolha o tipo de fundo previdenciário que melhor se encaixa nos seus objetivos.

4. Escolhendo os Fundos Previdenciários

Os fundos de investimentos previdenciários são classificados das seguintes formas:


Previdência Renda Fixa

São Fundos que buscam retorno por meio de investimentos em ativos de renda fixa, admitindo-se estratégias que impliquem em variação de juros e índice de preços do mercado doméstico. Não é permitido estratégias que impliquem risco de moeda estrangeira ou de renda variável (ações etc.).

Previdência Multimercados

São Fundos que buscam retorno no longo prazo através de investimento em diversas classes de ativos como (renda fixa, ações, câmbio etc.). Estes fundos não têm explicitado o percentual de cada classe de ativo com o qual devem ser comparados (benchmark), podendo, inclusive, ser comparados a parâmetro de desempenho que reflita apenas uma classe de ativos (por exemplo: 100% CDI), obedecendo o limite máximo de 49% de aplicação em renda variável (ex: ações).


Previdência Balanceados  

São Fundos que buscam retorno no longo prazo através de investimento em diversas classes de ativos (renda fixa, ações, câmbio etc.). Devem ter explicitado o percentual de cada classe de ativo com o qual devem ser comparados o benchmark ou intervalo definido de alocação. Neste tipo devem ser classificados os fundos que objetivam investir, até 15% / de 15% a 30% / mais de 30% do valor de sua carteira em ativos de renda variável.


Previdência Ações

São Fundos que devem possuir, no mínimo, 67% da carteira em ações. Este tipo de fundo não é diretamente comercializado, somente poderá receber aplicações de outros fundos de previdência aberta.

Entre em contato agora e converse diretamente com nossos consultores. Eles serão capazes de orientá-los em qual o melhor tipo de fundo previdenciário você deverá investir.

5. Conheça as formas de Recebimento da Renda

Nos planos de previdência privada, é possível escolher se a renda recebida será por um determinado período ou se ela será vitalícia. Quem faz o plano também pode determinar que os filhos e a mulher continuem recebendo a renda se ele morrer.

Você escolhe como quer receber o benefício: em uma única vez ou em parcelas anuais.

  • Renda Mensal Vitalícia – Paga uma renda mensal enquanto você viver.
  • Renda Mensal Temporária – Você determina até quando quer receber a renda mensal e, em caso de falecimento ou término do prazo, a renda será cancelada (o que ocorrer primeiro).
  • Renda Mensal por Prazo Certo – Você define até quando quer receber o benefício e, em caso de falecimento antes do fim do prazo estabelecido, a renda será revertida aos beneficiários indicados, até o fim do prazo contratado.
  • Renda Mensal Vitalícia com Prazo Mínimo Garantido – Você receberá uma renda enquanto viver e, em caso de falecimento antes do fim do prazo estabelecido, esta renda será revertida aos beneficiários até o fim do prazo contratado.
  • Renda Mensal Vitalícia Reversível ao Beneficiário Indicado – Você receberá uma renda enquanto viver e, em caso de falecimento, um percentual da renda será revertido para o beneficiário que você indicou.
  • Renda Mensal Vitalícia Reversível ao Cônjuge com Continuidade aos Menores – Você receberá uma renda enquanto viver e, em caso de falecimento, um percentual da renda será revertido para o cônjuge ou companheiro e, com o falecimento deste, a renda será revertida para os menores indicados, até que completem 21 anos de idade.
  • Pagamento Único – Você receberá o benefício de uma só vez.

6. Coberturas de Proteção Familiar

Quando uma pessoa inicia um PGBL ou VGBL pode atrelar a seu plano um pecúlio por morte ou invalidez. Essas opções funcionam como um seguro. No primeiro caso, quando a pessoa que paga morre, o dinheiro acumulado é dado à família. No segundo caso, se a pessoa que paga perde suas condições de trabalho, o dinheiro é entregue a ela mesma.

Os planos de Previdência da Porto Seguro contam com coberturas para proteção familiar, que aumentam a segurança financeira do seu colaborador em caso de imprevistos.

  • Pensão por Prazo Certo – Em caso de falecimento, os beneficiários receberão uma renda mensal por um período preestabelecido.
  • Pensão ao Cônjuge – Em caso de falecimento, o cônjuge ou companheiro receberá uma renda mensal enquanto viver.
  • Pensão aos Menores – Em caso de falecimento, o menor receberá uma renda mensal até completar 21 anos de idade.
  • Pecúlio por morte – Pagamento do valor contratado ao beneficiário indicado em caso de falecimento.
  • Pecúlio com Resgate – Em caso de invalidez total e permanente, o contratante receberá uma renda mensal.

7. Quais taxas são cobradas

As empresas de previdência complementar costumam cobrar três tipos de taxas dos participantes: carregamento (sobre cada contribuição), gestão (anual) e saída (no momento do resgate).
Cuidado, Hoje o mercado trabalha com taxas de carregamento sobre o valor de cada contribuição mensal ou aporte esporádicos. Portanto, dependendo da instituição, um cliente que aplique mensalmente R$ 1.000 na previdência complementar acumulará no final de um ano (sem considerar os rendimentos dos fundos) entre R$ 12 mil (taxa de 0%) e R$ 11.400 (taxa de 5%, média do mercado).
A taxa de carregamento pode ser cobrada na entrada. Se você deposita R$ 1.000,00 e paga um carregamento de entrada de 5%, apenas R$ 950,00 serão investidos em cotas de fundos de investimento. Com esse pagamento você já começa perdendo pois menos recurso é alocado para a incidência de juros.
Ou a taxa de carregamento pode ser cobrada na saída. Se você for resgatar R$ 100.000,00 e pagar um carregamento de saída de 5%, irá resgatar apenas R$ 95.000,00 além de outros descontos como o Impostor de Renda.
Também incide sobre a reserva acumulada a taxa de gestão (administração). Ela varia no mercado nacional de 0,5% a 4% ao ano e e incide sobre o patrimônio acumulado no fundo. Um custo que não pode deixar de ser considerado na hora da escolha do produto. As taxas de saída são de 0,38% em relação ao valor acumulado. Algumas empresas optam por não cobrar a taxa de saída sobre o resgate das aplicações.
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