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O que TODOS precisam saber antes de contratar uma Previdência

O que é Previdência Privada

A previdência privada é uma aposentadoria particular (privada) que não tem relação com o sistema do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Ou seja, os recursos são administrados por empresas privadas que investem o seu dinheiro de acordo com políticas de investimentos pré estabelecidas.

Ela serve para complementar à previdência pública, até mesmo para que as pessoas possam ter uma renda de aposentadoria superior ao teto do INSS ao somar as 2 aposentadorias. Hoje o teto do INSS é de R$ 5.839,45. Pessoas com ganhos acima tentem a contratar um plano de previdência privada para complementar esse valor e manter o padrão de vida na aposentadoria.

Outros preferem investir na previdência privada pois tem liberdade de escolher onde, como e durante quanto tempo o seu dinheiro será investido, além da possibilidade de resgate antecipado.
 
As empresas que oferecem a Previdência Privada são fiscalizadas e regulamentadas pela SUSEP – Superintendência de Seguros Privados, órgão do governo federal. Essa fiscalização da mais transparência e segurança aos investidores.

Segundo o IBGE, um em cada três aposentados continua trabalhando após a aposentadoria. Isso se deve à deflação do valor da aposentadoria com a perda do poder de compra ao longo do tempo, quando a renda mensal da pessoa não consegue acompanhar a alta dos preços.

Esse problema previdenciário já começa no momento em que não rentabilizamos as nossas aplicações financeiras acima da inflação.
O exemplo mais contundente é a poupança, que nos últimos anos vem recorrentemente “perdendo pra inflação”.

Como a Previdência Social tem esta função social, “sustentando” programas sociais como auxílio reclusão, auxílio maternidade, e outros programas sociais, o que contribuímos acaba não sendo todo direcionado para a nossa aposentadoria, outro problema é o reajuste dos aposentados que costuma ser abaixo do reajusto do salário mínimo, levando a cada ano a parda do poder de compra destes.

Talvez o maior risco da previdência social se deva ao envelhecimento da população já que nela a população ativa paga, com a sua contribuição, a aposentadoria dos que já deixaram de contribuir. Diferente da previdência privada que o dinheiro que você investe é única e exclusivamente seu, sendo investido em cotas de fundos atreladas ao seu CPF.

A Previdência privada ou complementar é uma forma de poupança complementar à previdência publica, que tem como objetivo de formação de reservas ao longo do tempo, já que o INSS não garantes uma aposentadoria com um bom salário. Diferentemente da previdência social, na privada é possível o contribuinte escolher o valor da contribuição e periodicidade de pagamento.

Com a queda dos juros brasileiros para patamares mais próximos dos países desenvolvidos, ficou mais difícil para as pessoas acumular patrimônio suficiente para parar de trabalhar e continuar a viver com conforto financeiro. Para compensar a Selic menor, os brasileiros têm três opções: começar a poupar mais cedo, trabalhar mais anos ou tomar mais riscos ao investir para a aposentadoria.

 

Curiosidades sobre a Previdência

Os dados demonstram que os trabalhadores ativos de hoje em dia estão cada vez mais preocupados com a aposentadoria.
Segundo estudos de consultorias financeiras, a previdência privada passará a poupança como a principal aplicação do brasileiro, chegando a R$ 592 bilhões de reais. Somente no ano passado, foi aportado mais de R$ 40 bilhões de reais nesse produto.

Mesmo com o aumento de captação pelos fundos de previdência, a realidade não é muito boa pois somente 8% dos fundos tiveram rentabilidade acima do CDI no período de 36 meses. Esse é um dado preocupante, pois se traduz, com o passar do tempo, em baixa rentabilidade para o investidor.

Os bancos vem se “aproveitando” da força da marca e da amplitude do canal de distribuição das agência e, talvez por isso, não tem demonstrado muito interesse em fazer uma boa gestão dos seus fundos de modo a melhor rentabilizar os seus clientes investidores. E para piorar, muitos deles ainda cobram o chamado carregamento de saída, ou pior, o de entrada.

 

Devemos ficar atentos a essas “pegadinhas” dos fundos de previdência.

São três detalhes que devemos tomar cuidado na escolha do melhor fundo: rentabilidade, taxa de administração e taxa de carregamento.

A Rentabilidade muitas vezes está abaixo do CDI e como na previdência incide imposto de renda, se a rentabilidade for muito baixa vai ser pior do que ter deixado o dinheiro na poupança. 

A taxa de administração é o valor cobrado pelo fundo para remunerar o gestor, pagar as empresas e pessoas envolvidas pela comercialização dos fundos de previdência e demais despesas administrativas para a manutenção da previdência. 

Ela é cobrada diariamente e se for muito alta trás grandes prejuízos ao seu investimento. Porém você não deve se preocupar apenas com ela mas sim com a rentabilidade que seu fundo lhe proporciona pois, mesmo que a taxa de administração seja alta mas o gestor lhe retorne uma boa rentabilidade isso pode valer a pena.

Já a taxa de carregamento é outro valor cobrado para custear as despesas da empresa. Ela pode ser cobrada em diferentes momentos. Veja com mais detalhes abaixo: 

  • A cada contribuição

Toda vez que o investidor faz uma aplicação, a taxa de carregamento é debitada sobre o valor investido. Se a taxa for de 1%, por exemplo, a cada 100 reais aplicados, você paga 1 real. Assim, o valor investido será de 99 reais.

  • Na entrada do plano

A taxa de carregamento também pode ser debitada no ato da entrada do plano, antes mesmo de se fazer qualquer investimento. Planos que preveem esse carregamento de entrada já estabelecem um percentual previamente. Em outros casos, ele pode ser cobrado em cima do valor investido ou ser um valor fixo.

Também há instituições que definem a cobrança conforme a faixa de investimento — até mil reais, de mil a 10 mil e assim por diante.

  • Na saída do plano

A taxa de carregamento também pode ser cobrada quando o investidor deixa o plano. Como o plano de previdência tem vigência vitalícia, caso alguém queira sair antes será cobrada uma taxa. Esse valor pode ser proporcional ao tempo em que a pessoa permaneceu no plano, reduzindo o percentual conforme o tempo de permanência aumenta.

É bom saber que essa taxa não se é cobrada quando o usuário faz portabilidade entre planos dentro de uma mesma instituição.

 

Vantagens entre a Previdência Privada e Social

Nos planos de previdência privada, é possível escolher o valor e o período de contribuição.  Pode parar o pagamento do produto a qualquer momento e solicitar o resgate após o término da carência.

Uma pessoa pode contribuir a partir de R$ 100, por exemplo. É claro que o valor que você vai receber quando começar a fazer uso dessa previdência será proporcional ao rendimento, ao número de parcelas e aos valores que contribuiu.
 
Além disso, o valor investido em um plano de previdência privada pode ser totalmente resgatado a qualquer momento ou no final do plano.

No momento em que for escolher um plano de previdência, é importante estar atento aos valores cobrados pelas taxas, as rentabilidades e a incidêcia de impostos. Independentemente do plano (PGBL ou VGBL), você pode escolher entre 2 opções de tributação de IR.
 
Uma delas é a tabela regressiva, que favorece o resgate do dinheiro após 10 anos de contribuição. A outra forma é a tabela de impostos progressiva, mais vantajosa para aquelas pessoas que querem receber a quantia investida em forma de parcelas mensais e não resgatar o dinheiro em um menor período de tempo.
 
Vamos fazer uma simulação:
Caso você contribua com R$ 500,00 durante 30 anos, ou seja, 360 meses em um plano de previdência VGBL e tenha uma rentabilidade fixa de 0,8% ao mês, você terá acumulado no final dos 360 meses R$ 1.038.206,62. Como você contribui com 360 x de R$ 500,00 = R$ 180.000,00, o seu rendimento é de R$ 858.206,62

Caso a sua previdência seja na tabela regressiva de IR e você decida resgatar de todo o recurso após 10 anos de contribuição você irá pagar a alíquota mínima de 10% de IR sobre a rentabilidade de R$ 858.206,62 que corresponde a um imposto de R$85.820,66 que será retido na fonte.

No entanto, caso a sua previdência seja na tabela progressiva ou compensável, e você decida resgatar a qualquer momento, será retido na fonte 15% do rendimento de R$ 858.206,62, ou seja, via pagar de imposto no ato do resgate R$ 128.730,99 e o restante será reajustado na sua declaração de imposto de renda.
 
A simulação acima, feita por Bruno Dantralves, ajuda a entender melhor como o pagamento de IR impacta no recurso que uma pessoa de 20 anos que vá se aposentar aos 50 anos, ou seja, 30 anos depois, e faz um investimento mensal de R$ 500,00.
 
Caso retire o dinheiro com um saque único aos 60 anos:
Valor bruto: R$ 1.038.206,62
Valor líquido com tributação progressiva: R$ 952.385,96
Valor líquido com tributação regressiva: R$ 909.475,63
 
 
Agora, caso faça o resgate em menos tempo a tabela regressiva deixa de ser interessante.
 
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