Previdência Privada de A a Z

Previdência Privada de A a Z

A Previdência Privada, também conhecida como Previdência Complementar, se tornou a forma de investimento mais procurado no Brasil. Parte desse “sucesso” se deve às incertezas e constantes alterações nas regras da Previdência Social.

Você já possui um Plano de Previdência Privada, sabe como ele funciona, se realmente fez a melhor escolha e está ganhando ou perdendo dinheiro? Conhece os seus principais detalhes e características?

Me Chamo Bruno Dantralves, corretor de Seguros de todos os ramos e especialista em benefício, e irei ensinar, nesse artigo,  tudo o que você precisa saber para tirar o melhor proveito da Previdência Privada e construir um patrimônio sólido e estável.

A Previdência Privada é um tipo de investimento que busca a construção de um patrimônio financeiro para ser utilizado quando sua disposição para o trabalho já não for a mesma, e pensa em reduzir a jornada de trabalho para ter uma vida mais calma e tempo para se dedicar a você, família e amigos.

Através dela, você faz contribuições mensais ou esporádicas e o seu recurso é aplicado em Fundos de Previdência, os quais investem em renda fixa ou variável para rentabilizar as suas contribuições e formar uma reserva no longo prazo.

Seu principal objetivo é complementar ou até mesmo substituir a Previdência Social, já que na Previdência Privada você consegue determinar quanto quer investir por mês, quanto pretende ganhar e quando quer se aposentar.

Ela traz muitos benefícios para quem quer ampliar o patrimônio e realizar seus sonhos, mas, para isso acontecer, é necessário ter disciplina financeira.

Dito isso, vamos falar um pouco sobre a previdência social.

O que é a previdência social

PREVIDÊNCIA SOCIAL – O QUE É?

Apesar do termo ser bastante conhecido, nem todo Brasileiro sabe bem o que é e como funciona a Previdência Social.

Bom, A Previdência Social é um seguro social no qual o trabalhador participa com contribuições mensais. O objetivo dessa contribuição, é garantir ao trabalhador segurado uma renda mensal no momento que ele não puder mais trabalhar, garantindo assim a aposentadoria ou benefícios.

Você ainda pode notar que, além de garantir a aposentadoria ao trabalhador, a Previdência Social tem como missão proteger os trabalhadores contra os riscos econômicos, como: a perda de rendimentos por conta de doença, invalidez, entre outros infortúnios. A Previdência Social não oferece apenas aposentadorias, mas também benefícios como auxílio-doençasalário-maternidade e pensão por morte.

É bom lembrar que esses benefícios e auxílios são pagos por todo o grupo contribuinte, ou seja, todos nós estamos contribuindo para quem recebe, mesmo que não estejamos utilizando esses benefícios. Com isso, perceba que a sua contribuição para o INSS não é apenas para bancar a sua previdência, mas, sim, a de todos os aposentados, além pagar também todos esses benefícios.

De forma resumida, podemos dizer que a Previdência Social funciona como uma espécie de seguro obrigatório para todos os trabalhadores com carteira assinada.

 

MAS QUAL O “PAPEL SOCIAL” DA PREVIDÊNCIA SOCIAL! 

No Brasil, a Previdência Social é um direito social, previsto no art. 6º da Constituição Federal de 1988, entre os Direitos e Garantias Fundamentais,  garante renda não inferior ao salário mínimo ao trabalhador e a sua família, nas seguintes situações previstas no art. nº 201 da Carta Magna:

I. cobertura dos eventos de doença, invalidez, morte e idade avançada;
II. proteção à maternidade, especialmente à gestante;
III. proteção ao trabalhador em situação de desemprego involuntário;
IV. salário-família e auxílio-reclusão para os dependentes dos segurados de baixa renda; e
V. pensão por morte do segurado, homem ou mulher, ao cônjuge ou companheiro e dependentes.

Diferente da Previdência Privada, onde as suas contribuições são única e exclusivamente usadas ao seu favor, possibilitando assim a construção de um maior patrimônio, na previdência social, o que contribuímos serve para custear as aposentadorias e benefícios de todos os Brasileiros que tem direito.

 

A CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA

Um termo bastante comum para o contribuinte da Previdência Social é a Contribuição Previdenciária. Esse é o nome que se dá à parcela do salário do trabalhador que é descontada, automaticamente, pela previdência social todos os meses.

O salário-base-de-contribuição máxima  é igual ao teto da previdência, ou seja, o maior valor que um aposentado pode receber.

Esse teto pode ser alterado a cada ano e em 2019 equivale a R$ 5.839,45

Nesse ponto eu já quero chamar-lhe a atenção para um detalhe: É possível um profissional que ganha acima do teto do INSS (R$ 5.645,80) tipo, uns 10 a 30 Mil reais, sobreviver na velhice mantendo o mesmo padrão de vida com apenas 5.839,45 reais?

Isso sem falar que a correção da aposentadoria tende a ser inferior a do salário mínimo e abaixo da inflação, corroendo a cada ano o poder de compra dos aposentados… coitados, né?

Diante do exposto, você já começa a perceber que se faz necessário “complementar” a Previdência Social, caso você pretenda se aposentar com valores superiores ao Teto da Previdência Social. E para isso é necessário fazer um planejamento Financeiro.

Devagar vamos aprofundando cada vez mais!

 

Perceba que nem tudo “são flores”!

Como estamos observando atualmente, um dos grandes problemas da previdência social é que o número de trabalhadores que contribuem para o INSS não cresceu na mesma proporção que deveria, já que o Brasil está “envelhecendo”.

Isso quer dizer que temos mais pessoas recebendo os benefícios do que contribuindo.

Por isso volto a dizer que esse “colapso” no sistema previdenciário levou a sociedade a buscar novas formas de garantir a sua segurança financeira na velhice, deixando a Previdência Complementar como uma alternativa viável de complementação e até mesmo de substituição da previdência social na garantia de uma renda no futuro.

Porque a Previdência Privada é tão importante

Mas, por que a Previdência Privada?

Qualquer cidadão pode aderir a esse tipo de investimento, independentemente da idade, sendo que, quanto antes começar, melhor será o retorno, já que a Previdência Privada é um investimento de longo prazo e trabalha com juros compostos.

As contribuições mensais também servem para desenvolver uma disciplina financeira e criar o hábito de poupar. A ideia é você abrir mão de gastos no presente e investir esse dinheiro para garantir um conforto no futuro.

Você deve pegar parte do seu salário (de 10 a 30%) e investir em plano de previdência privada para, posteriormente, conseguir aproveitar os recursos acumulados.

O pagamento das parcelas pode ser feito mensalmente ou de maneira esporádica, através de aportes, de modo que você vai acumulando recursos que vão sofrendo atualizações monetárias e, com isso:

1.Quanto mais você investe;
2.Quanto mais tempo o recurso fica aplicado;
3.Quanto maior a rentabilidade alcançada;

“Mais o seu capital cresce”.

Porém, tenha cuidado com um detalhe importante: lembre-se de abater a inflação nas suas simulações. A maioria não faz isso, dando uma falsa impressão de que irão ficar ricos o quanto antes, mas, 1 Milhão hoje não tem o mesmo poder de compra de 1 Milhão daqui a 10, 20 ou 30 anos. O objetivo da Previdência Privada não é te deixar rico, mas, sim, fazer o seu dinheiro render acima da inflação para que consiga aumentar o seu patrimônio.

Os gerentes dos Bancos não costumam alertar sobre o risco da inflação corroer a sua rentabilidade, sendo assim, não abatem a inflação das suas simulações, já que, quando levada em consideração, vai mostrar que muitas previdências de Bancos são piores do que a poupança.

Quando não bem escolhidos os fundos e a estratégia de investimento, você pode estar fazendo um péssimo negócio, afinal, muitos fundos que têm no mercado são ruins e após descontar o IR, as taxas e a inflação, acabam sendo bem piores do que a poupança.

Dito isso, quando for contratar um plano de previdência, lembre-se que a rentabilidade varia de acordo com a Instituição financeira e com o tipo de plano que você contratou no momento da adesão. Algumas empresas, possibilitam que você distribua o recurso aplicando em diversos fundos, facilitando a diversificação de risco e a possibilidade de maiores retornos.

As pessoas com perfil mais conservador fazem aplicações de renda fixa, diminuindo os riscos e o também o rendimento. Já os que fazem alocação em ativos mais arriscados tendem a alcançar maiores ganhos no longo prazo. Por isso, alinhe a sua estratégia de investimento ao seu perfil de risco.

Taxas cobradas na previdência privada

AS TAXAS COBRADAS PELOS FUNDOS DE PREVIDÊNCIA

Os fundos de previdência têm dois custos ou taxas principais que financiam a continuidade do serviço e rentabiliza as empresas envolvidas.

A Taxa de Administração, a principal delas, incide sobre o patrimônio do fundo e, por isso, tem um impacto maior no rendimento do investidor. Mensalmente é descontado de você uma percentagem sobre o seu capital a título de taxa de administração.

Essa taxa é o valor que as empresas cobram para gerir o seu dinheiro e aplicá-lo de forma correta para que você obtenha bons resultados.

Mas Cuidado, pois algumas empresas ainda cobram a Taxa de Carregamento, a qual pode incidir sobre o valor que é aplicado (Carregamento de Entrada) ou sobre o valor que é resgatado (Carregamento de Saída).

O carregamento de saída é menos prejudicial do que o de entrada, tendo em vista que ele incide apenas no momento do resgate, isso permite que todo o seu recurso vá sofrendo atualizações monetárias ao longo do tempo, não prejudicando a sua rentabilidade. Já o carregamento de entrada é descontado de cada aplicação, a título de cobrir os custos da empresa que administra a aplicação.

Assim, se o fundo tiver uma taxa de carregamento de entrada alta, de 5%, por exemplo, a cada R$ 200,00 aplicados, serão depositados no fundo apenas R$ 190,00. E, esses R$ 10,00 que você paga de taxa a cada mês, deixam de render juros, já que não são aplicados em sua conta.

Conheça os Planos de Previdência Privada PGBL e VGBL

OS PRINCIPAIS TIPOS DE PLANOS DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR ABERTA

Agora iremos conhecer os planos de Previdência Complementar, eles podem ser de dois tipos:

1. O Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL);
2. Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL).

É importante escolher bem o tipo de Plano pois não poderá alterar o seu recurso entre eles.

Veja a seguir, as semelhanças e diferenças entre o VGBL e PGBL, e descubra qual o mais indicado para você.

 

  • PGBL – Plano Gerador de Benefício Livre

Ele é Ideal para quem declara Imposto de Renda no formulário completo, pois as contribuições efetuadas no Plano PGBL podem ser descontadas no Imposto de Renda até o limite de 12% de renda bruta anual.

No PGBL, a tributação incide sobre toda a reserva, ou seja, na somatória das aplicações com os rendimentos, no momento da concessão da renda ou resgate.

PGBL – Indicado para aqueles que:

1. Utilizam a declaração completa do Imposto de Renda (IR).
2. Contribuem para Previdência Social (INSS), regime próprio ou quem não contribue.
3. Planejam aplicar e deduzir até 12% da sua renda bruta anual na Previdência Complementar.

No PGBL – Os recursos depositados podem ter dedução de até 12% da renda bruta anual, desde que o contribuinte também recolha o INSS.

 

  • VGBL – Vida Gerador de Benefício Livre

Este Plano é indicado para pessoas que são isentas ou declaram Imposto de Renda no formulário simplificado ou, ainda, para aqueles que já se beneficiam da dedução máxima de 12% investindo em PGBL.

No VGBL, a vantagem é que a tributação incide apenas sobre os rendimentos no momento da concessão da renda ou resgate.

VGBL – Indicado para aqueles que:

1. Utilizam a declaração simplificada do IR.
2. Contribuem para Previdência Social, regime próprio ou quem não contribue.
3. São isentos do IR.
4. Planejam aplicar mais de 12% da sua renda bruta anual na Previdência.

VGBL – Os recursos depositados não têm dedução no IR.

 

PREPARE-SE PARA A APOSENTADORIA

É necessário que se estabeleça estratégias bem definidas e claras para garantir uma aposentadoria tranquila.

A seguir, temos algumas dicas que você deve observar antes de contratar o seu plano de previdência:

1. Identifique o seu perfil de investidor;
2. Defina seu objetivo;
3. Diversifique os seus investimentos;
4. Tenha em mente o quanto precisará economizar para investir;
5. Comece a poupar e investir o mais rápido possível e seja regular.
6. Reveja sua estratégia periodicamente acompanhando o cenário econômico.

Lembre-se que nunca é tarde, mas quanto antes você iniciar, maior será o patrimônio acumulado.

 

Agora veja uma simulação do impacto do tempo de contribuição sobre o patrimônio acumulado.

Considerando uma aplicação mensal de apenas R$ 500,00,  com um rendimento de 1% durante 120 meses (10 anos), terá acumulado R$ 115.000,00. Agora, caso mantenha a mesma situação por 240 meses (20 anos) terá acumulado R$ 494.627,68.

Não é o máximo?

Essa é a “mágica” do juros compostos, quanto maior o prazo de investimento, maior o montante acumulado.

Outra coisa que você deve analisar quando for construir o seu patrimônio é a expectativa de vida dos brasileiros que, de acordo com o IBGE em 2017, era de até 76 anos. A partir dessa análise, se você deseja se aposentar aos 50 anos, deve construir um patrimônio suficiente para utilizar durante um período de 25 a 30 anos, ou mais.

 

Agora não se esqueça de,

DIVERSIFICAR A CARTEIRA DE INVESTIMENTO

Muitos não sabem mas na previdência privada você consegue diversificar a carteira de fundos de investimento, investindo em renda fixa, renda variável, multimercado, inflação, etc.

Essa diversificação é muito importante, pois possibilita que consiga diminuir os riscos e aumentar os ganhos.

Diversificando corretamente, se ocorrer alguma flutuação negativa no mercado, você deve sentir um menor impacto sobre os seus investimentos, gerando uma perda de dinheiro que não seja prejudicial a sua carteira, pois tem ativos de diversos tipos, e o resultado positivo de uns, tende a superar os negativos dos outros.

Alguns clientes costumam me perguntar, “mas Bruno, não seria melhor investir diretamente em Fundos de Investimentos?” A resposta é simples, depende!

Na previdência existem alguns benefícios que são exclusivos dela, como a Dedução fiscal de 12% no PGBL e a não incidência do come cotas. Por isso, se você pensa em investir diretamente em Fundos, não negligencie a possibilidade de fazer uma previdência para usufruir também desses benefícios.

Como relatei acima, outra vantagem que precisa dar atenção é que nos Fundos de Previdência não tem “come-cotas”, (uma incidência de antecipação de IR que recai sobre os ganhos e é descontada 2 vezes no ano, em Maio e Novembro), como nos fundos de investimentos tradicionais.

Essa é uma vantagem em relação aos fundos de investimentos que sofre esse desconto antecipado de IR, retirando parte do capital sobre o qual iria incidir juros e aumentar o valor acumulado no final.

Previdencia-Privada-tudo-que-você-precisa-saber

PORTABILIDADE EM FUNDOS DE PREVIDÊNCIA

Mesmo que não entenda o termo, você já deve ter sido convidado a “portabilizar” a sua previdência. Quando um dos seus gerentes lhe convida a transferir a previdência de outro banco para o dele, lhe oferecendo menor taxa ou algum outro tipo de vantagem, ele está lhe convidando a fazer uma portabilidade.

Essa é uma outra vantagem da previdência em relação aos fundos de investimentos. Se você quiser levar o seu recurso de um fundo para outro, você precisa sacar o seu dinheiro para aplicar, o que nem sempre é vantajoso, já que muitos têm prazos mínimos para resgate, além do IR que você terá que pagar.

Esse IR pode ter incidência máxima caso o tempo de investimento seja pequeno (tabela regressiva) ou o valor retirado seja alto (tabela progressiva), e vai diminuir a reserva que você vai aplicar no outro fundo.

Já a previdência, permite migrar os recursos de um fundo para outro, seja dentro da mesma instituição ou entre instituições diferentes. Você só tem que observar o tempo de carência, o tipo de previdência e regime tributário.

A portabilidade é um direito seu, nenhuma empresa pode se negar a fazer e é totalmente gratuita. Porém, algumas empresas podem cobrar de você a taxa de carregamento de saída para “forçá-lo” a permanecer.

Esse processo pode acontecer internamente (dentro da mesma empresa), trocando um fundo por outro e costuma não ter carência, ou externamente (entre empresas diferentes).

A portabilidade deve ser feita entre planos iguais, ou seja, se você aplica em um VGBL você só deve mudar para outro VGBL, pois, caso fosse para um PGBL, iria pagar IR sobre o montante no momento do resgate. Porém, pode existir a possibilidade de você migrar um PGBL para VGBL já que irá iniciar com a Taxa máxima de IR de 35%.

O tempo de carência para pedido de portabilidade costuma ser de 60 dias.

Para efeitos de tributação, você pode mudar da tabela Progressiva para a Regressiva, e não ao contrário, já que perderia o prazo acumulado para efeito de resgate.

 

TRIBUTAÇÃO DE IMPOSTO DE RENDA (IR) – TABELA PROGRESSIVA E REGRESSIVA

Não adianta, na previdência não tem como fugir do “leão”.

A Previdência Complementar não é isenta de IR. Entre tantas coisas que devemos saber na hora de contratar um plano de previdência, uma das mais importantes é saber escolher o melhor regime de tributação para o seu objetivo de investimento.

Tendo escolhido entre os planos PGBL e/ou VGBL, também temos que decidir o melhor regime de tributação entre duas opções disponíveis:

1. Regressivo ou
2. Progressivo, também conhecida como compensável.

Antes de decidir qual aderir, é necessário conhecer e entender exatamente como funciona cada um deles.

 

TRIBUTAÇÃO REGRESSIVA

A tributação regressiva foi criada para estimular as aplicações de longo prazo, que é o objetivo dos planos de previdência. Confira a tabela regressiva:

Tabela-com-aliquota-regressiva-do-imposto-de-renda-na-previdência

Neste caso, a alíquota de IR diminui com o tempo e é calculada de acordo com a data de cada contribuição ou aporte.

 

Tabela regressiva de Imposto de Renda

Se você optar pela tabela regressiva e resgatar o plano antes de 2 anos, o que não é aconselhável, vai ter que pagar um imposto altíssimo, já que incidirá a alíquota de IR de 35%. Agora, se ficar por mais de 10 anos, o imposto será de apenas 10%.

Essa porcentagem é menor do que outras aplicações financeiras que não contam com isenção de IR.

 

Tabela progressiva de Imposto de Renda

Essa tabela de Imposto de Renda é a mesma que incide sobre os salários e outras rendas.

Apresenta uma faixa de isenção até um determinado valor. Agora, se o valor resgatado for superior ao limite de isenção, será aplicada uma alíquota de IR que vai de 7,5% a 27,5%, de acordo com a retirada mensal.

A tributação progressiva tende a ser uma boa escolha para retirada de valores menores, de modo que você se beneficie da isenção ou, até mesmo, para quem deseja ficar com o recurso aplicado por um menor tempo. No entanto, se for um valor alto, você sairá prejudicado, podendo pagar até 27,5% de IR.   Confira a tabela progressiva de 2018:

Tabela-com-alíquota-progressiva-do-imposto-de-renda

Benefícios da Previdência Privada

A Previdência privada traz diversos benefícios, tais como:

  • BENEFÍCIOS FISCAIS: ao escolher a tabela regressiva, por exemplo, quanto mais tempo o capital permanecer investido, menor será o imposto incidido sobre ele. No plano VGBL (Vida Gerador de Benefícios Livres), os impostos incidem sobre os rendimentos. Já no plano PGBL (Plano Gerador de Benefícios Livres), o imposto incide sobre o montante.
  • PLANEJAMENTO SUCESSÓRIO: a Previdência Privada não entra em inventário e, em caso de morte do titular, o dinheiro acumulado é liberado rapidamente aos beneficiários informados no ato da contratação do plano.
  • INCENTIVO À DISCIPLINA FINANCEIRA: já que as contribuições são mensais, isso acaba facilitando o controle do orçamento.
  • RENTABILIDADE: protege o capital investido da deterioração causada pela inflação.
  • PORTABILIDADE: é possível a transferência do dinheiro entre diferentes fundos sem ter que realizar um “resgate” desse dinheiro.
  • NÃO INCIDÊNCIA DE COME-COTAS: tanto o PGBL quanto VGBL são isentos desta cobrança semestral de Imposto de Renda que incide sobre os fundos de investimentos tradicionais.

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3 PLANOS DE PREVIDÊNCIA PARA TODOS OS TIPOS DE PÚBLICO 

Como o público da Previdência Privada é diversificado, além do Plano Individual há também o Plano Infantil e o Plano Empresarial.

1. PLANOS INDIVIDUAIS

É indicado para qualquer pessoas que queira constituir uma reserva a longo prazo que possa ser destinada a diferentes propósitos. Serve tanto para complementar a renda ao se aposentar pelo INSS, até a realização de um projeto de vida.

Você tem a possibilidade de escolher entre os diferentes tipos de fundos de investimento para aplicar o seu dinheiro. Atende aos diferentes tipos de perfis de investidor, seja ele iniciante, conservador, moderado ou arrojado.

2. PLANO INFANTIL

O Plano Infantil é direcionado a um público mais jovem, podendo ser contratado desde os primeiros dias de vida até que o jovem complete 21 anos, garantindo e protegendo o futuro de seus filhos, sobrinhos e netos.

É um investimento que forma uma reserva para o custeio dos estudos, para abrir um negócio ou até mesmos para garantir uma aposentadoria antecipada.

A Previdência Infantil possibilita a contratação de benefícios com cobertura de risco que garantem, ao beneficiário dependente, até os 24 anos, o pagamento de uma renda em caso de imprevistos (invalidez ou morte) com o contratante ou responsável financeiro, conforme descrito mais abaixo.

3. PLANO EMPRESARIAL

Já o Plano Empresarial é muito procurado principalmente por empresas de Lucro Real. Ao contratar o plano para os sócios e funcionários, a empresa, além de oferecer um plano de benefício que ajuda na retenção de talentos e na motivação da equipe, também pode usufruir de benefício fiscal.

O valor das despesas com contribuições para a Previdência Privada, cujo dever fosse da pessoa jurídica, poderia ser deduzido no momento da determinação do lucro real e da base de cálculo da contribuição social sobre o lucro líquido, não podendo exceder em cada período de apuração 20% do total dos salários dos empregados e da remuneração dos dirigentes da empresa vinculados ao plano de Previdência.

Se você é um empresário, pense na possibilidade de contratar um Plano de Previdência para seus funcionários.

Algumas empresas optam pela modalidade contributário (onde a empresa contribui juntamente com os funcionários) e outras já preferem o não contributário (onde 100% das contribuições são pagas pelos funcionários).

A Previdência Empresarial é uma ótima forma de atrair, motivar e manter os funcionários nas empresas.

Vantagens para a sua empresa:

  • A participação da empresa nas contribuições para o Plano pode ser deduzida do Imposto de Renda como despesa operacional conforme legislação em vigor;
  • Funcionários mais motivados e comprometidos;
  • Contribui para projeção de uma boa imagem corporativa.

 

Tipos de Renda e Benefícios na Previdência Privada

Outra característica é que a Previdência oferece vários tipos de Renda que você pode escolher no momento da aposentadoria:

    • Renda Mensal Vitalícia;
    • Renda Mensal Temporária;
    • Renda Mensal Vitalícia com Prazo Mínimo Garantido;
    • Renda Mensal Vitalícia Reversível ao Beneficiário Indicado;
    • Renda Mensal Vitalícia Reversível ao Cônjuge com Continuidade aos Menores;
    • Renda Mensal Prazo Certo.

Conheça os outros Benefícios que podem ser contratados:

      • Renda Mensal Vitalícia por Invalidez;
      • Pensão Mensal ao Cônjuge ou Companheira(o);
      • Pensão Mensal aos Menores;
      • Pensão por Prazo Certo;
      • Pecúlio aos Beneficiários.

Agora vamos explicar melhor cada tipo de renda e benefício para que você faça a melhor escolha.

 

MODALIDADES DE RENDA NA PREVIDÊNCIA

Terminando a fase de acumulação de recursos, o participante pode optar por receber o benefício em forma de renda. O valor da renda vai depender, principalmente, do saldo acumulado em sua provisão matemática de benefícios a conceder.

O valor da renda é calculado em função do patrimônio acumulado, da sua idade, da modalidade de renda escolhida, da tábua atuarial e dos parâmetros estabelecidos no plano contratado.

As principais modalidades de renda são:

  • Renda mensal vitalícia: consiste em uma renda mensal a ser paga vitalícia e exclusivamente ao participante a partir da data escolhida para concessão do benefício. O pagamento da renda cessa com a morte do participante;
  • Renda mensal temporária: consiste em uma renda mensal a ser paga temporariamente e exclusivamente ao participante, cessando com o seu falecimento ou com o fim do tempo contratado, o que ocorrer primeiro;
  • Renda mensal vitalícia com prazo mínimo garantido: consiste em uma renda paga vitaliciamente ao participante a partir da data escolhida para concessão do benefício. No entanto, se durante o período de percepção da renda ocorrer o falecimento do participante, antes de ter completado o prazo mínimo de garantia escolhido, a renda será paga aos beneficiários pelo período restante do prazo mínimo de garantia;
  • Renda mensal vitalícia reversível ao beneficiário indicado: consiste em uma renda mensal paga vitaliciamente ao participante a partir da data escolhida para concessão do benefício. Ocorrendo o falecimento do participante durante a percepção dessa renda, um percentual do seu valor estabelecido na proposta será revertido vitaliciamente ao beneficiário indicado. Na hipótese de falecimento do beneficiário, antes do participante e durante o período de percepção da renda, a reversibilidade da renda estará extinta, sem direito a compensações ou devoluções dos valores pagos;
  • Renda mensal vitalícia reversível ao cônjuge com continuidade aos menores: consiste em uma renda mensal paga vitaliciamente ao participante a partir da data escolhida para concessão do benefício. Ocorrendo o falecimento do participante durante a percepção dessa renda, um percentual do seu valor estabelecido na proposta será revertido vitaliciamente ao cônjuge e, na falta deste, será reversível temporariamente aos menores até que o mais novo complete a maioridade;
  • Renda mensal por prazo certo: consiste em uma renda mensal a ser paga por um prazo preestabelecido ao participante. O participante indicará na proposta de inscrição o prazo máximo contado a partir da data de concessão do benefício em que será efetuado o pagamento da renda. Se, durante o período de pagamento do benefício ocorrer o falecimento do participante, antes da conclusão do prazo indicado, o benefício será pago ao beneficiário na proporção de rateio estabelecida pelo período restante do prazo determinado. O pagamento da renda cessará com o término do prazo estabelecido.

Outra Grande vantagem é a possibilidade de resgate total ou parcial da reserva. Nesse caso, em vez de você converter o valor acumulado em renda, você pode resgatar todo o valor de uma só vez para usar como preferir, seja comprar uma casa de praia, montar um negócio, etc ou fazer retiradas mensais. 

Faça a escolha com bastante calma, pois uma vez tomada a decisão, ela não pode ser revertida. 

Quando você converte o seu patrimônio em renda, você está dando ele à administradora de previdência e em troca ela lhe garante a renda contratada, entre as opções que descrevemos acima.

  • Pagamento único: Você receberá o benefício de uma só vez.

 

Benefícios-da-previdência-privada

MODALIDADES DE BENEFÍCIOS NA PREVIDÊNCIA COM COBERTURA DE RISCO

Junto com o Plano de Previdência você também pode contratar benefícios, que nada mais são do que seguros para proteger você e a sua família contra imprevistos.

Os planos com cobertura de acidente ou morte, têm o objetivo de conceder aos beneficiários, um benefício em decorrência de invalidez ou da morte do participante ocorrida durante o período de cobertura, desde que tenha sido cumprido o período de carência estabelecido pelo plano, se houver.

A seguir será apresentado os planos existentes no mercado:

  1. Planos que pagam benefício por invalidez:
  • Plano de renda mensal vitalícia por invalidez;
  • Plano de renda por invalidez com prazo mínimo garantido;
  • Renda Temporária por Invalidez Reversível ao Menor;
  • Plano de pecúlio por invalidez.

  1. Planos que pagam benefício por morte:
  • Plano de pensão (renda) ao cônjuge ou companheiro(a);
  • Plano de pensão aos menores;
  • Plano de pensão por prazo certo;
  • Plano de pecúlio por morte.

 

Vamos aprofundar nos Benefícios que podem ser contratados:

  • Plano de renda mensal vitalícia por invalidez – é o pagamento de renda mensal vitalícia ao participante, caso ele fique inválido total e permanentemente durante o período de cobertura.
  • Plano de renda por invalidez com prazo mínimo garantido – é o pagamento de renda mensal vitalícia para o participante, com prazo mínimo garantido, caso ele se torne inválido total e permanentemente durante o período da cobertura.
  • Renda Temporária por Invalidez Reversível ao Menor – é o pagamento de renda mensal vitalícia ao participante, caso ele fique inválido total e permanentemente durante o período de cobertura, sendo reversível ao menor, caso esse venha a falecer antes do menor completar  maioridade.
  • Plano de pecúlio por invalidez – é o pagamento de indenização, em uma única parcela (pecúlio), ao participante que ficar inválido total e permanentemente durante o período de cobertura.
  • Plano de pensão (renda) ao cônjuge ou companheiro(a) – é o pagamento de renda mensal vitalícia ao cônjuge ou companheiro(a), em decorrência da morte do participante durante o período de cobertura.
  • Plano de pensão aos menores – é o pagamento de renda mensal temporária para os filhos ou dependentes menores, escolhidos como beneficiários, em decorrência da morte do participante durante o período de cobertura deste benefício.
  • Plano de pensão por prazo certo – é o pagamento de renda mensal por um prazo determinado ao(s) beneficiário(s) escolhido(s) pelo participante, em decorrência de sua morte durante o período de cobertura.
  • Plano de pecúlio por morte – é o pagamento de indenização, em uma única parcela (pecúlio), ao(s) beneficiário(s) indicado(s) pelo participante, em razão de sua morte durante o período de cobertura.

 

Tirando proveito da dedução fiscal de 12% no PGBL

Ao contratar uma previdência infantil para o seu dependente, ou mesmo para você, pense na possibilidade de garantir o benefício fiscal investindo na modalidade PGBL, assim, você pode deduzir até 12% da sua renda na sua declaração de IR.

Mas uma coisa é importante a ser relembrada: Só pode usufruir desse benefício fiscal quem contribui com o INSS e faz a declaração de IR no formulário completo.

Para ser mais claro, é como se o governo “lhe emprestasse” o dinheiro para você investir na Previdência. Mas, como não existe almoço de graça, quando você for realizar o resgate vai pagar IR sobre todo o montante (contribuição e rendimento) e não apenas sobre o rendimento, como acontece nos planos VGBL.

Como exemplo, é possível citar uma pessoa que tem uma renda tributável mensal de R$10.000, o que representa R$120.000 por ano. Ao aplicar 12% desse valor em um PGBL (R$14.400 anuais), ela terá esse valor deduzido da sua base de cálculo do IR na declaração do ano seguinte. Assim, a Receita Federal não vai tributar os R$120.000,00 e sim, 120.000,00 – 14.400,00, ou seja R$105.600,00 que é o valor já deduzido dos 12%.

Se fosse pagar 27,5% de IR sobre 120.000,00 pagaria de imposto R$ 33.000,00. Agora, caso pague os mesmo 27,5% em cima do valor com dedução correspondente a 105.600,00 irá pagar de imposto R$ 29.040,00.

Com isso, terá uma diminuição de R$ 3.960,00 no IR pago naquele ano, e esse será o valor “emprestado” por você aplicar 12% de sua renda bruta anual no Plano PGBL.

Aparentemente dá no mesmo, você economiza, deixando de pagar R$ 3.960,00 de IR agora para pagar quando for resgatar a sua previdência. Os 27,5% sobre o valor total investido na previdência de R$ 14.400,00 (os 12% da sua renda) corresponde aos mesmos R$ 3.960,00 que economizou com pagamento de IR, ou seja, o governo lhe “emprestou”.

No entanto, é bom lembrar que esse dinheiro está rendendo juros e, mesmo você pague IR sobre todo o montante no futuro, o rendimento conseguido com ele lhe trará um bom lucro, sabendo usar esse benefício corretamente vai ajudar a alavancar o seu patrimônio.

Se você utilizar essa isenção para fazer uma previdência para o seu filho ainda pode obter mais vantagens.

Lembre-se que o governo lhe “emprestou” R$3.690,00  para você investir R$14.400,00 em um Plano PGBL. O imposto só será pago no momento do resgate. Porém, se os valores forem resgatados no CPF do seu filho e, se no momento do resgate ele não tiver renda (algo comum para quem tem uns 18 anos), ele estará na faixa de isenção do IR.

Vai ser deduzido na fonte, no momento do resgate, o percentual de 15% e depois será feito o ajuste fiscal na declaração de IR anual. Caso o resgate seja feito até o limite de isenção de imposto (atualmente em R$1.903,98 por mês ou R$22.847,76 por ano) você terá uma grande economia de IR.

Agora que você já tem esse conhecimento, não deixe de usá-lo a seu favor.

 

Principais alterações na Reforma da Previdência Social

Conheça as principais alterações da reforma da Previdência Social, afinal, ela vai impactar diretamente a vida de milhões de brasileiros.

 

Vantagens Sucessória e Fiscais da Previdência Privada

Conheça algumas das Vantagens no planejamento sucessório

  • As indenizações ou resgates pagos aos beneficiários não integram o inventário;
  • Possibilidade de um processo sucessório sem recorrência à partilha, com disponibilidade imediata dos recursos aos beneficiários indicados, desde que respeitada a legítima;
  • Flexibilidade na indicação dos beneficiários, com a possibilidade de alterar os mesmos ou percentuais de distribuição durante o período de contribuição;
  • Não incidência de custas judiciais e honorário advocatícios com inventário;
  • Possibilidade de não incidência do Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD)2.

Não esqueça  das principais Vantagens Financeiras e Fiscais da previdência

  • Não incidência do IR sobre a rentabilidade durante o período de acumulação (sem come cotas);
  • Dedução de todas as contribuições anuais do PGBL no IRPF – limite de até 12% da renda bruta tributável;
  • Escolha do regime tributário entre Tabela Progressiva ou Regressiva.

 

Chegou a hora!

COMECE O QUANTO ANTES A INVESTIR NA PREVIDÊNCIA PRIVADA!

Quanto antes começar a investir no seu plano de previdência privada, menor será o valor mensal de contribuição para poder construir um patrimônio maior. Para obter bons resultados nos rendimentos, o ideal é que deixe o recurso aplicado durante o período mínimo de 10 anos.

Um plano feito com uma contribuição mensal de apenas R$ 300,00 por mês durante 10 anos (120 meses) e rentabilidade de 0,8% ao mês (am) vai possibilitar a construção de um patrimônio financeiro de  aproximadamente R$ 60.065,24 mas, caso continue investindo por 30 anos (360 meses), o capital acumulado será de aproximadamente R$ 662.923,97.

Não é o Máximo!

Agora imagine que a Taxa do Certificado de Depósito Interbancário (CDI) é sempre um pouquinho abaixo da Taxa SELIC.

Se a SELIC render 10% ao ano, o CDI vai chegar muito próximo disso – digamos, 9,7% ao ano. Agora que temos nossa taxa de referência podemos dizer que, se o seu fundo rendeu 9,7% no ano, ele rendeu 100% do CDI!
Deu pra entender?
Na Previdência, quanto maior o rendimento, melhor. Aliás, você tem uma noção da diferença de rentabilidade que 0,1% ao mês pode causar no longo prazo?

Veja que R$ 100.000,00 investidos por 30 anos (360 meses) rendendo 0,8% am forma um capital de R$ 1.761.130,59;
Agora, os mesmo R$ 100.000,00 investidos por 30 anos (360 meses) rendendo 0,9% am vai formar um capital de R$ 2.516.632,76;
OU seja, uma diferença a mais de R$ 755.502,17

Isso é muito dinheiro, sim? Então, comece a cuidar melhor do seu dinheiro e da sua previdência o quanto antes.


Agora que já sabe disso, vale a pena reavaliar o Plano de Previdência que já possui ou mesmo analisar bastante o mercado antes de contratar uma nova previdência.

Precisando de mais ajuda ou alguma informação, Contacte-nos. A equipe da Apoio Corretora está sempre disponível para ajudá-lo a contratar o melhor plano de previdência do mercado.

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